Da luta eu (às vezes) me retiro!
Com essa moda de twitter, a gente fica lendo e bombardeando opiniões. E daí um bucado de coisas que vou lendo vão dando uma vontade imensa de postar um texto maior do que 140 caracteres, e então quando acho válido eu corro pra cá.
Como gosto de cultura e principalmente de música, o que mais rola no meu twitter são assuntos ao redor disso; da música livre e da cultura livre. Leio tudo sempre com muita atenção e busco inclusive acessar os links, pensar no assunto e tudo mais. Muitas vezes retwitto, porque acho válido que as coisas sejam visíveis. Quem tiver interesse olha e pronto, senão é só passar pro próximo.
Nem sempre isso significa que eu apoio a tudo de olhos fechados, sem sequer questionar. Não acho bacana a idéia de abraçar ideais só porque “tá na moda” ou seja lá qual for a influência. Mas também não acho que seja errado repassar algumas coisas que você ache interessante o debate.
Nunca tive muita facilidade para o radicalismo e nem para abraçar as causas. Sou péssima em convencer as pessoas, morro de preguiça em defender uma causa, e geralmente não faço questão que ninguém concorde comigo. Tudo isso me faz ser uma fracassada na defesa do que quer que seja!
Eu não sou a favor de Cds custando “os olhos da cara”, mas também acredito que os artistas devem ser reconhecidos sim por suas obras. Acho que é justo determinadas coisas serem acessíveis à população através do download livre. É uma questão de livre acesso mesmo, das pessoas terem oportunidade e liberdade de construir seu conhecimento. Mas acho sim que o radicalismo é intenso, perigoso, e até insano!
Acredito que pra tudo deve haver um debate, um estudo até que se chegue a uma conclusão justa e que não deixe nenhum dos lados perdendo. Isso é a ética, chegar em um ponto que seja bom para todos. Eu gosto muito do sistema da Trama Virtual que oferece download gratuito e ao mesmo tempo recompensa o artista de acordo com o número de download.
Acho a luta válida, e obviamente sairia ganhando tendo a liberdade de puxar quantas e quais músicas eu quisesse. Poder ouvir um CD e se acha-lo uma merda simplesmente deleta-lo ao invés de chorar o meu dinheirinho mal gasto.
Mas lutas no geral me assustam, existe muito oportunismo. É muito assustador e confuso ver o radicalismo das pessoas em relação à tais causas. Não sei até onde rola esse oportunismo, até onde vira chatice, lavagem cerebral e coisa e tal! Tem que tomar muito cuidado quando se que defender alguma causa, porque dependendo da abordagem a coisa vira um ruído, algo que as pessoas escutam, leem, mas não absorvem, como uma propaganda eleitoral, por exemplo. Acho que quando a pessoa começa se pautar apenas por determinado assunto, perde o valor porque aí já não rola muita imparcialidade.
Talvez por isso eu tenha certo preconceito a religião, vegetarianismo, feminismo e coisas do tipo. Além de ter as minhas opiniões pessoais em relação a esses assuntos, parece que as pessoas ficam focadas demais no assunto e não conseguem debater mais nada! Vira fixação!!! Mas de certo modo acho bom que tenham pessoas aí pra defender temas de religião, vegetarianismo, natureza, etc, assim o mundo não fica totalmente acomodado com tudo, existe sempre uma legião de desacomodados por aí pra suprir o comodismo e dar umas remexidas com nossas consciências.
dezembro 29th, 2009 at 11:01 pm
essa coisa de manipular, convencer os outros de determinados pontos de vista, é coisa de leonino ;X não faz jus a seu signo xD HUAHUAUHA
essa coisa de obra disponível na internet, o mundo tá tão adaptado já a isso que não vejo mais como um problema, só solução, tanto pros que acessam como para os que as fazem.
e quanto a religiões, uma coisa que não curto é aquilo “você pode vir na minha igreja, mas não me espere na sua”.
dezembro 29th, 2009 at 11:56 pm
‘Eu gosto muito do sistema da Trama Virtual que oferece download gratuito e ao mesmo tempo recompensa o artista de acordo com o número de download.’
A Paola também gosta muito de tal sistema.
dezembro 30th, 2009 at 12:18 am
Concordo plenamente quando diz que “parece que as pessoas ficam focadas demais no assunto e não conseguem debater mais nada!”.
Se torna algo imperativo e tudo o que é imperativo me causa aversão. Acabo deixando de dar razão, devido à algo que acaba se tornando intolerância.
Acabam tendo tanta certeza de suas opiniões, que descartam a possibilidade de opiniões alheias terem valor para a construção de um “ponto comum”.
Gostei do texto =O)
janeiro 12th, 2010 at 7:32 am
Faço minhas as palavras do Weber.
Ás vezes eu acabo por evitar determinadas causas, também.