Do Inferno Astral
terça-feira, abril 28th, 2009Tá certo que nem é todo mundo que acredita nesse lance de astrologia. Eu, por exemplo, sou uma pessoa que acredita em tudo desacreditando. Não acho que as coisas possuam uma verdade absoluta, mas alguns fatores nos fazem acreditar em algumas coisas.
Toda vez que antecede o meu aniversário, sinto uma vontade imensa de exterminar com todo tipo de rede social que participo, e geralmente costumo apagar o Orkut. Foi na véspera de um aniversário que decidi fazer um MSN secreto e colocar apenas algumas poucas pessoas. E no dia do meu aniversário, geralmente tenho vontade de dormir e chorar o dia inteiro. E não sou só eu, tenho um amigo que já apagou o Orkut e já fez post revoltado três anos seguidos, no aniversário.
Fui ler de verdade o que se trata esse tal de Inferno Astral, e tentar entender até onde isso é verdade e até onde é cultural. Dos artigos que li dizem que o Inferno Astral pode trazer um pouco de “falta de sorte”, mas não é necessariamente uma fase de “desgraças”. Na verdade é um momento de autoconhecimento e de trabalho espiritual, por isso a pessoa tende a ficar introspectiva. Só que também há uma tendência das pessoas pensarem muito no “Eu”, e isso gera um conflito e aí tudo que tiver que dar errado, dará. De acordo com outros relatos astrológicos (obrigada Sr. Nevitz Porpeta), é interessante que a pessoa deixe para pensar nela no mês seguinte do aniversário. Por isso, inclusive, é que dizem que dá azar comemorar antes da data do aniversário.
Uma vez vi no programa “Alternativa Saúde” da GNT, uma astróloga explicando que devemos fazer comemorações de aniversário justamente para espantar essa coisa meio melancólica que se sente no aniversário. E, outra vez, vi no programa do Amauri Jr uma astróloga dizendo que devemos consultar uma astróloga e ver onde devemos passar o dia do nosso aniversário, para que possamos captar melhor as energias dos astros. Eu sei lá se tudo isso é verdade, mas de qualquer forma morro de curiosidade de saber afinal de contas onde seria vantagioso pra eu passar meu aniversário. Só passei uma vez fora de Santos, porque passei no Rio de Janeiro.
Todo ano, apesar das crises emocionais, costumo fazer festa e chamar toda a galera. Geralmente não fico fazendo doce em chamar esse e não chamar aquele outro, tenho o “péssimo” hábito de chamar logo todo mundo que é pra ninguém se sentir excluído. Sou praticante do “Tudo Numa Coisa Só” desde pequenina. As minhas festas geralmente são temáticas ou com algum porque de ser; já fiz “festa do Brasil”, “Festa do Dado”, “Chá das Amigas” e até festa em uma mansão no Guarujá. Gosto de bolar idéias, de fazer preparativos e de receber os amigos. Aliás, amigos esses que já cantaram pra mim, que já fizeram vídeo surpresa, Guestbook surpresa e até visita surpresa!! Foi sempre de certa forma, inesquecível fazer aniversário.
Dessa vez, a coisa será mais devagar. Não estou no pique de bolar festas temáticas, além de estar sem grana e sem clima para receber os amigos no quintal de casa. Pela quase que primeira vez, vou só encontrar a galera em alguma mesa de bar e passar uma parte da noite bebendo e falando besteiras. Dessa vez não abri pra todos, e nem vou fazer bico pra quem não comparecer. Na verdade, se eu pudesse nem faria nada. Mas a chama aqui dentro não está totalmente apagada, e um lado meu acharia uma pena passar um aniversário totalmente em branco.
No mais, é isso aí mesmo. Quem sabe eu não volto com um balanço? Pode ser… Ou não.