Já faz tempo que tenho alguns filmes pendentes pra assistir. Não que eu seja uma admiradora de cinema, mas gosto de assistir pelo menos o básico, e procuro sempre seguir as dicas de alguns amigos.
Em uma noite meio vazia, resolvi seguir o exemplo dos amigos cinéfilos e ao invés de curar a insônia com pensamentos inúteis, resolvi assistir um filme. Na procura do eleito da noite; entre “Antes que o dia acabe”, “O brilho eterno de uma mente sem lembranças” e “Ó pai ó”, eu optei pelo que me pedia pouca análise e que me garantia uma boa diversão.
O filme não é de todo o mal. Gosto muito de Lázaro Ramos, e foi interessante ter uma boa visão do que Salvador, apesar de achar que ficou devendo muito. E, era justamente essa minha crítica.
Senti que assisti o filme e que ficou alguma coisa me devendo muito (gostaria muito de ouvir opiniões alheias). Talvez a hora que assisti tenha interferido no meu entendimento, mas de fato que dormi um pouco com a sensação do “E aí?”.
A galera mostrou um pouco da cultura e da preparação dos baianos para o carnaval. E, não deixou de demonstrar que Salvador não é só alegria e festa, assim como qualquer outro lugar (pois é), tem seus problemas e sua violência.
Abordou a história que precisamos às vezes olhar pro nosso umbigo antes de olhar o dos outros, falou também de toda aquela problemática da síndica crente que vive julgando e infernizando a alegria alheia e no final do filme acaba chorando.
Fora isso, foi bem bacana aquela coisa que todo mundo já está acostumado a ouvir por aí na vida real. Policiais usando do poder e da arma incorretamente e pra variar acabam matando inocentes no lugar de culpados.
No mais, o filme é praticamente um musical. Eu nunca vi gente pra mais cantar e dançar tanto como nesse filme. O Lázaro Ramos então, não faz mais nada a não ser isso. Ele trabalha, faz tudo dançando e cantando. Mas vou dizer que apesar de achar o filme “fraco”, pelo menos aproveitei as cenas do gingado dele.
Se você viu o filme fale comigo, queria ter mais uma opinião.