Para recarregar as energias e me dar uma boooa diversão (que eu merecia, e não só eu como a Carla também), resolvi ir com a Carla no Na Mata, nós bem que tentamos chamar mais gente, mas a galera amarelou e vou dizer que perdeu. Foi uma noite um tanto quanto inusitada e divertida, o que deveria ser apenas uma baladinha musical, acabou virando uma grande comédia.
Começou que chegamos lá, e depois de uma boa e bem profunda conversa enquanto o show não começava e até aí tudo normal e o esperado. As coisas começaram a mudar quando eis que surge um casal com uma média de 35 a 40 anos e começa puxar conversa conosco, mas até então nada de diferente pra quem tem uma síndrome rara e está acostumada a ser abordada nos lugares. O diferencial? Bom, é que o casal nunca mais largou da gente.
Enquanto estava no “o que ela tem?”, “parabéns pela força de vontade”, “que bacana ela curtindo a vida”, estava tudo como sempre é, mas quando a mulher começou a querer me pegar no colo para dançar as coisas já começaram a ficar estranhas. Mas enfim, após a mulher ficar meia hora tentando convencer a Carla que queria me pegar, ela ainda ficou mais meia hora tentando me convencer, obviamente que foi inútil, pois eu jamais iria no colo de estranhos e bêbados.
Não satisfeitos o casal continuou puxando papo e dançando ao nosso redor, e essa hora eu já estava encostada na parede tentando fugir dos dois loucos. Mas inesperadamente a mulher surge com um gloss (baton) na mão e cisma que quer passar em mim. Mas eu, fresca como sou e já irritada com o grude do casal, dei vários foras e não deixei que a doida encostasse o maldito gloss na minha boca. Ainda não satisfeita ela fez o maior alvoroço ao ver minha tatuagem, inclusive dizendo que queria fazer uma, o que quase me fez responder “Quer? Ok, guarde isso pra você.”.
Finalmente o show começou e eu e Carlota, em uma jogada estratégica, grudamos no palco para fugir do casal maluco. Se deu certo? Obviamente que não, pois os dois vieram atrás e enquanto a louca alisava meu cabelo, o louco vibrava com o show de um modo não muito interessante, o que me fez ficar envergonhada e preocupada cm minha reputação perante a banda. Mas graças a Deus a galera toda continuou me tratando normalmente muito bem.
Nem com o show acabado conseguimos nos livrar do casal, e olha que nós tentamos fugir! No hall do Na Mata, quase na porta, eles ainda continuaram as bizarrices que na hora foi péssimo, mas que hoje é motivo de boas risadas pra mim e pra Carla. O louco me prometeu amizade fiel, e jurou que nada me faltaria dali pra frente, pois como ele mesmo disse; “eu sou pobre, mas tenho dinheiro”. Enquanto a louca por sua vez me convidava pra ser madrinha de seu bebê (que nem tinha feito ainda) e que teria o nome de Izabela em homenagem a madrinha.
Loucuras a parte, o interessante foi que o louco pagou nossas comandas (se a gente soubesse disso antes teria bebido todas), e nós saímos de lá sem trocar nenhum tipo de contato e nem sequer saber o nome do casal que tanto gostou da gente.
Fora tudo isso, o show foi ótimo e as energias foram realmente carregadas. Cante muito, suei, dancei, e o Junior talvez por questão de feeling dele ou sorte minha, estava um amor de pessoa e me deixou ainda mais contente em ter ido ao show. As únicas coisas ruins foram; o Cauê, William, Cláudia e Nevitz num terem ido conosco e, principalmente o Milton Guedes ter faltado justo dessa vez.
No mais, quinta e sexta voltamos a dura realidade de buscar emprego e gravar o DVD. Salvas pela presença da Luara que sempre proporciona alguns momentos divertidos, e pela companhia uma da outra (Carla e eu), que é sempre boa!
Ah!! Já ia esquecendo… Devido a carencia, resolvi me presentear com dois DVDs do Oswaldo Montenegro e ainda veio um grátis com um bucado de cantores como Elton John, Eric Clepton, Paul McCartney, etc…