Archive for the 'Era pra entender?!?!?' Category

Regras do jogo

sexta-feira, junho 11th, 2010

Oi? Me permite fazer uma pergunta? Onde termina seus direitos e onde começam os meus? Será que você poderia me dizer onde está essa linha que define os espaços? Não quero invadir seu campo, mas não quero também me deixar invadir. Me dá um toque de quando eu estiver em impedimento? É que eu já não ando entendendo mais nada sobre as regras desse jogo. Acho que ando invadindo teu campo. Mas tenho a sensação de que você vira e mexe invade o meu. Não sei nem se sou titular ou reserva. Pra você ter uma noção de como estão as coisas. Vamos jogar um jogo bonito! Mas antes eu só preciso saber se sou atacante ou goleiro nesse jogo. Olha aí pra mim, a minha camisa. Me fala logo a minha posição! Já não sei mais se defendo ou se ataco. Quando acho que o jogo está perdido, escuto a galera gritar gol. Nunca sei se fiz ou se sofri esse gol. Ah! Quem é o juiz desse jogo? Quem determina a posse da bola? Como eu faço pra saber qual é meu campo? Tô perdida em meio de campo. Dá pra você me dar essa força? Não cometa falta! Olha o cartão vermelho! Tô tentando jogar direito pra não ser expulsa de campo. Gosto de jogar contigo. Mas confesso que já estou quase pedindo tempo técnico! Ainda não sei se bebo uma água, ou se sento logo no banco de reserva!

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sábado, novembro 28th, 2009

Sinceramente? Não sei de fato o que está acontecendo, nem sei como posso explicar tudo isso. As coisas andam dando tão certo, mas tão errado. Talvez, o pouco que que está dando “errado” é muito mais relevante que o “certo” que está rolando.

Sei, talvez eu esteja sendo tão injusta! Mas sabe, é mais forte que eu, que a razão, que toda essa minha consciência de tudo que rola no meu redor. Acaba que uma dor incontrolável invade meu peito, me joga em um vão e eu não crio forças pra levantar. Eu sei, não precisa dar sermão! Eu tô assim, e não gosto de estar!!!!

No fim das contas, uma migalha de atitude, de sentimento, de seja lá o que for, é capaz de transformar um todo. As coisas estão ficando cinza, por mais que eu amanheça e abra todas as portas e janelas em busca do azul, é o cinza que tenho visto.

O que está havendo? Onde foi que o vento fez a curva? Como a gente faz pra todo aquele céu azul voltar?! É só isso que me pergunto da hora que acordo até a hora que pego no sono!

Porque importa tanto?
Porque depende tanto?
Porque não vem?
Porque não flui?
Porque a coisa empaca e não desata esse nó?

Ai meu Deus, seja lá quem você for; dá um jeito nisso vai!!!! Tira esse nó do peito, ou faz a coisa acontecer, hein?!

Quase azul…

terça-feira, novembro 24th, 2009

Data inesquecível, 16 de julho de 2009. Foi a data em que realmente o céu começou a mostrar o seu azul, o meu azul infinito. Foi nessa data tão marcante que, o primeiro raio de sol entrou pela fresta da janela e a porta entreaberta.

De repente fui tomada por uma luz intensa, toda aquela escuridão infinita foi clareada pouco a pouco com os raios do sol. Aos pouco aquele breu cheio de entulho se transformou em um salão enorme, vazio, todo branco, cheio de luz e ventos! Haviam ventos, não mais brisa, não mais aquela brisa de antes.

E o tempo foi passando, e ali passou a fazer sol mesmo em dias de chuva, tudo permanecia claro mesmo nos dias mais escuros. Um grande salão claro, espaçoso, onde eu me peguei várias vezes dançando cheia de cores e sons.

Tinha gente que entrava e saia, gente que dançava e outras que só assistia. Um espaço meu, onde eu dominava cada pedaço, cada cantinho. Sem breu, sem entulho, sem nada que pesasse, sem pesares!

Em dias de chuva, fugia pra lá e me escondia do escuro, protegia aquele lugar do breu que poderia vir. O sol brilhava, tudo era azul, o meu azul infinito e lindo.

De repente, sem saber porque, sinto uma nuvem passando em frente ao sol. Vejo meu azul ameaçando encobrir de nuvem cinza, pesada e cheia de chuva. Eu andei chovendo, eu andei distraidamente colecionando entulhos. E, sem mais nem menos, senti o peso de entulho nos meus braços, relembrei de todos os velhos entulhos que por ali, já foram guardados.

Preciso espantar essas nuvens cinzas e chatas que insistem em encobrir meu sol e descolorir o meu azul. Preciso, eu sei, me livrar desses entulhos, limpar esse espaço vazio, e voltar a dançar com leveza e iluminada pelos raios de sol.

Mas todo dia que levanto, meus braços pesam, e eu me sento no meio do salão quase vazio, quase azul, quase claro, e começo a chover.

Carta aberta

quarta-feira, novembro 11th, 2009

Oi…

Estou escrevendo, porque eu preciso te falar umas coisas. Eu sempre preciso, não é mesmo?! Minhas palavras são intermináveis e os meus pensamentos são intensos, e os sentimentos inconstantes. Cansei de te cansar. Cansei de te entupir de palavras minhas, que a mim dizem tanto (e tem sempre um tanto a dizer) e pra ti, nem sei. Dessa vez resolvi fazer uma carta aberta, e parar também com essa coisa de escrever e apagar ou passar a noite pensando em coisas que eu gostaria de te falar.

Eu já me conheço bem, e por isso tenho tanto medo das coisas (principalmente as boas) que acontecem conosco. Eu te evitei o máximo, tentei até te tirar da minha vida. Na verdade, quase nem deixei você entrar. Mas você parece que insistiu, correu até meu encontro. Ou então eu estou louca, e me convenci de que você insistia. Veio tão forte, com uma vontade tão própria, me disse coisas que me dava medo! É, eu cheguei a chorar baixinho de tanto pavor que eu sentia das tuas doces palavras.

Você veio e tudo acabou mudando de uma forma tão diferente. Teu jeito, tuas formas de ser e de estar são tão peculiares, tão fascinantes que inebriam meus sentidos todos. Eu que tenho tanto medo, perdi. Soltei os nós, abri as portas e deixei que tudo viesse como tivesse de ser. Deixei rolar, como se dizem por aí.

Mas eu tenho tantas dúvidas, são tantos pensamentos, e eu os engulo com medo de parecer sabe-se lá o que. Luto contra minha intensidade diariamente, tantas vezes ganho e outras tantas eu perco. É que eu não sei ser metade. Eu sou inteira, completa, focada entende?! Tenho dificuldade de lidar com a distancia, e você é e está tão longe. É que eu tenho dificuldade de lidar com a perda, e eu te ganho e te perco com tanta frequencia. E eu não costumo permitir que as pessoas entrem no meu mundo, e você invadiu de tal forma que agora não vejo mais você fora dele.

Mas o que devo eu fazer se na verdade você dificilmente faz/fez/fará parte do meu mundo, aí de tão longe?! É dificil pra mim lidar com essa sua capacidade de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

Te vejo ali, quero lhe tomar por inteiro. Mas nunca sei. Um momento tão cheio de carinho, outros tão cheio de vazio. Não quero atrapalhar sua vida, não quero lhe mostrar da saudade, não quero causar má impressão. Mas quero você, quero te saber, te cuidar, te aprender.

Quando te vejo é tudo tão bom, você faz tudo ficar tão bom e tão verdadeiro. Teu olhar me convence, me conforta, confirma tudo. Teus abraços, teus toques, teu riso. É tudo tão verdadeiro que me assusta. Me assusta pensar em não ter , me assusta pensar em não poder ter isso quando eu mais preciso.

Queria te dizer tantas coisas. Queria ser bem interpretada, queria mesmo é te ter mais perto.

Touro com ascendente em cancer = merda

segunda-feira, outubro 26th, 2009

Tenho mania de não acreditar no instinto. Coisa de menina travessa, teimosa! Sabe quando uma voz assopra no teu ouvido, quase como a voz da sua mãe falando pra não ir porque vai cair um temporal? Eu estava sentindo isso e mesmo assim fui com toda aquela força do touro bravo. Dito e feito! Caí sentada na lama, com aquela cara de “e agora?”.

Falei palavras indevidas na hora, do jeito, e pra pessoa errada. E a vida é assim mesmo, segue em frente sem que você consiga voltar rapidinho naquela cena que era muda e você falou! Cadê a porra do diretor desse filme pra gritar “CORTA!!!!”. Acho que ele até gritou, mas quem disse que eu parei, né?!

Agora estou aqui, pequenininha com medo de perder o brinquedo mais esperado, o tesouro mais desejado, e de sair de cena desse filme que eu tomei tanto cuidado pra não pegar o personagem errado. Estou chorando internamente, e chocada sem saber que atitude tomar.

Um lado meu lembra daquele de uma frase; Don’t panic! E diz que tudo vai dar certo no fim das contas, e o importante é manter a serenidade não me perder do azul.

O outro lado meu, nublou todo. Cai uma chuva tímida e angustiante. É um medo, o medo de ter cometido um erro estúpido e ter perdido uma grande conquista.

No fim das contas, eu continuo aquela garota errada. Que nega o que quer afirmar, cala o que tem pra dizer, diz o que tem pra calar, duvida do que existe e acredita no que não existe!

Maldito lado canceriano!

A velha novidade…

segunda-feira, outubro 5th, 2009

Tem coisas nessa vida que não tem mesmo uma explicação. Não dá simplesmente para você descrever motivos, fazer uma análise completa sobre assunto. Dizem que o amor é uma delas. Não dá pra dizer por que, nem como, nem onde. É e ponto final. E eu não vim falar do amor, pode relxar que não vai escorrer mel e poesia nessa página.

As pessoas não cansam de se surpreender e me perguntar “Mas Sãopaulina porque, oras?!”, e eu já sou São Paulina faz tanto tempo! E não tem um porque! Na verdade, nem sei muito de futebol, não sei bem dos jogadores, e luto pra acompanhar as tabelas de classificação. Mas gosto do São Paulo, de graça, assim sem explicação nenhuma!!

Eu nasci e vivo até hoje a poucas quadras da Vila Belmiro, me criei vendo aquela luz na esquina clarear o bairro em noites de futebol. Meu irmão é Santos, minha mãe, meu avô materno, meu padrinho, meu tio, primos, e meu pai é o único Corinthiano simpatizante do Santos que eu já vi! Mas eu nunca me apeguei ao time, sei lá… O coração não vai na boca, não vem um – “Vai, faz um gol porra!”, não rola, não ligo, não tem jeito!!

Meu pai é corinthiano, meus amigos, meu avô paterno, minha prima, boa parte da família e muita gente que eu amo muito é do Corinthians! Mas eu não sou! Eu já fui, confesso. Mas não deu! Como torcer pra um time se você torce contra? Não dá, não tem jeito! Tenho um carinho afetivo pelo time, devido a todos que eu gosto e que sofrem torcendo pra esse time. Mas tive que deixar a torcida ainda quando jovem, pra assumir minha paixão!

Eu sempre namorei o São Paulo de longe. Gostava, me interessava e torcia mesmo sem saber que aquela sensação era a de torcedora. Quando o time tava em campo eu parava pra ver o placar, me interessava saber se tava ganhando. Mas menina retardada e desligada em futebol, quase nunca ligou pra isso. Seguia a vida em frente e deixava o time do coração pra lá.

Até que fui crescendo e entendendo que futebol é como música! Você gosta daquela que te chama atenção, que te toca, te inspira, interessa, que te move! E eu vi que, eu podia assumir meu amor platonico pelo São Paulo sem receio, sem vergonha nenhuma! É meu time, é por ele que eu paro pra ver um jogo (quando paro) e é ele quem me faz sentir alguma sensação diferente!

- Oi! Sou São Paulina, e você?

E assim se deu a coisa. Já faz muito tempo que eu sou tricolor, e não entendo realmente o choque de uma galerê aí… rs! Não torço por causa de ninguém, apesar de conhecer muita gente amada que torce pro São Paulo. Não vou e nem quero enumerar motivos e fazer declarações mil pra te provar que e porque o São Paulo é o melhor time!! Ele prova por si só, sem precisar de mim para defendê-lo!

Sou tricolor com muito orgulho sim!!!! Se tiver alguma dúvida, por favor fique a vontade.

Viver de pensar

sexta-feira, setembro 11th, 2009

Estou fora de casa desde o dia 02 de setembro, e olha que hoje já é dia 11 e eu ainda nem sei que dia devo voltar pra casa. E essa é a vida que gosto mesmo de viver, sem rumo certo e com um novo todo dia.

Meu viver é de pensar. Eu penso constantemente em tudo e qualquer coisa. E não que isso seja ruim, é um vício talvez, com seus prós e seus contras. Vou da coisinha mais retardada até a coisa mais séria e revolucionaria do mundo. Às vezes, mas eu digo só às vezes, esse meu viver de pensar me trai; trazendo dor, lagrima e aflição. Mas nem tão sempre é assim; no fundo acho que quem tem o viver de pensar já nasce preparado pra isso.

Nesse meu pensar todo, vi o quanto é falso, realmente, essa coisa de distrair pra esquecer, ou coisa assim. Meus tantos eu levo pra onde eu vou; não importa se mesa de bar, churrascada, se no quarta em casa, se na esquina de asa ou em 1200km longe de casa. Meus tantos eu levo na mala do pensar, na gaveta do coração, no olhar vago.

E eu acho que as coisas são assim mesmo, não há como “fugir” dos nossos tantos assim tão facil. Acredito que temos oportunidades de expandir nossas experiencias através do que vivemos, ouvimos, lemos, vimos, e no fim das contas o que acontece talvez; é o compreendimento da coisa através de novos ângulos.

Estou sim viajando um bucado e vivendo diversas coisas maravilhosas nesses dias geniais. Mas uma coisa não anula a outra, não é isso que me frá não pensar no que penso e nem é o que penso que me fará perder o que vivo. E eu vivo em meio a esse turbilhão de vidas, pensamentos, risos e lágrimas. E eu sou capaz de chorar de rir e no mesmo minuto virar a mesa e sair sofrendo.

Na verdade acho idiota acreditar que coisas são tiradas assim de nós. Não deixemos de viver, pra viver à pensar, podemos simplesmente viver pensando por aí a fora.