Archive for the 'Estive pensando…' Category

Achei!

sábado, agosto 21st, 2010

E às vezes, no meio de uma madrugada despretensiosa, a gente se olha e olha ao nosso redor e descobre que estamos no ponto certo. Descobrimos que estamos ali no momento e do jeito que gostaríamos de estar. Não é algo externo, as coisas não estão assim tão boas não. É algo para com a gente, o famoso descobrimento interno. Aquele “plim” de que estamos fazendo o nosso personagem favorito! De repente de estranha, eu passei a ser minha maior conhecedora! Acho que são os trinta anos que nos dão certa firmeza de ser e estar! Aprendi a lidar comigo, parei de me atrapalhar nos sentimentos e nas palavras, achei minha estação. Nem sei se isso muda conforme o tempo, se passa, se é passageiro ou se é daqui em diante! Olha, repito, não é dizer que as coisas estão boas não, viu? Pelo contrário; eu ando em um momento complicadíssimo,  que envolve uma falsa esperança de me mudar, as decepções em relação a amizades, a saudade profunda de uma pessoa especial, a quase-ausência de uma outra pessoa muito importante pra mim, o falecimento brutal de uma prima, a falta dos meus irmãos  por perto e coisas e coisas e mais coisas! Mas, independente de tudo, sinto minha alma encaixada no meu corpo. Sinto que hoje sou quem eu desenhei. Hoje eu sou minha maior cúmplice!

E de repente!

quinta-feira, julho 22nd, 2010

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais, morrem cada vez com mais facilidade. Morrem todo dia, toda hora, de todas as maneiras possíveis e inimaginarias! E a morte dói. Seja ela qual for. Dói ver a morte, mesmo quando é a prima de uma amiga sua, o filho da atriz, a mãe de um colega seu ou a gatinha de alguém que você gosta muito. E a morte não tem volta, não tem consolo, não tem palavras. Apaga-se uma luz, fecha-se uma porta, termina-se mais um conto.

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais morrem assim; subitamente. Morre inesperadamente, nos deixando sempre perplexos. E mesmo sendo a única certeza que temos da vida, ainda sim é a coisa que mais nos surpreende. Uma das únicas coisas que nos fazem frear de repente. Morre a criança de quatro anos, que não viveu pra expor suas idéias e ideais. Morre o jovem no auge da adolescência, sem nem tempo de se transformar em alguma, sabe-se lá no que! Morre a mulher com metade da vida já vivida, com filhos, netos e amigos. E morre aquele nosso animalzinho de estimação, que nos consola sempre nas horas que mais precisamos (mesmo às vezes a gente nem sabendo).

E de repente; a vida.

E no dia seguinte a luz do dia reascende, as pessoas caminham pelas ruas, o comércio, as portas e janelas se abrem novamente. E a vida continua até que no próximo semáforo, escorregão ou suspiro ela dê mais uma freada brusca e a gente se surpreenda tudo novamente. E assim quantas vezes forem preciso.

Esse texto é pra banalidade da vida e da morte. Acontece diariamente, mas seqüencialmente rolaram quatro que me frearam a vida. Meu carinho à @Prixila, à @Cissa_Guimaraes, à Fabi (Ravi) e ao @Fanitelli…que meu carinho afague vocês!

ViVENDO a vida

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

Não costumo assistir novela das 20h (ou seria das 21h?), principalmente quando é da Gloria Peres ou do Manoel Carlos. Acho meio surreal para mais da metade da população, principalmente pra mim. É muito dinheiro no lance, e só se fala dos bairros nobres do Rio de Janeiro. Enfim!

Mas desde que a Luciana (Alinne Morais) sofreu o acidente e ficou tetraplegica, eu passei a assistir a Novela “Viver a Vida“, do Manoel Carlos. Quero ver qual a abordagem do Maneco pra esse tema, quero ver a atuação da Alinne Morais e ver se estão mostrando mesmo a realidade de um cadeirante. Apesar de não saber como é ficar tetraplegica do dia pra noite, eu sei o que é ser tetraplégica desde o nascimento, e tem muita coisa que estão sendo mostradas e que me identifico.

Achei interessante demais o lance do banho, é mesmo um grande ritual e muitas vezes desanima de sair, só de saber que tem que passar pelo ritual do banho. Um saco! E olha que a Luciana nem tem escaras, não troca nenhum curativo! A cada banho, atualmente eu troco 14 curativos! Isso é o que é o mais difícil, porque o banho pelo banho até que eu estou sossegada.

Outra coisa muito bem abordada é a relação das pessoas com a Luciana. Engraçado que identifico cada amigo meu em cada amigo da Luciana. As diferentes atitudes, as reações, é tudo tão parecido, muito engraçado! A sutileza de que isso está sendo colocado, e a forma de como tenho identificado com a minha vida! Coisas que eu vivia sem reparar muito, e a novela me fez prestar uma puta de uma atenção. Muito bom!

Estou gostando demais do triangulo amoroso. Estou achando sensacional o jeito do Miguel (Mateus Solano) e do Jorge (Mateus Solano). Cara, eu tô viajando demais nesse triângulo!!! Primeiro porque eu já encontrei homem que teve reações iguais a do Jorge; que trava e fica sem jeito, sem reação de como agir frente a esse “problema”. Não é por mal não, o Jorge não é um sujeito ruim. O que acontece é que tem gente que é mesmo insegura, e mesmo com todo o carinho do mundo, não consegue perder o medo de cometer algum erro, de fazer e principalmente de falar alguma coisa errada. São pessoas céticas, que os olhos enchergam exatamente aquilo que está na sua frente. E tem pessoas mais seguras e mais sensíveis. São as pessoas que enchergam além do que se vê, gente que vê de dentro pra for a e não de for a pra dentro! É ótimo isso, eu consigo entender toda a coisa que envolve esse triangulo, é muito interessante!

Obviamente (quem me segue no twitter sabe muito bem disso!) que eu estou encantada pelo Miguel. Quem me conhece sabe que, independente de ser o relacionamento que todo mundo sonha, eu sempre gostei de ter esse tipo de relação com os caras que me interesso, ou com amigos mesmo. Aquela coisa tranquila, sem muita melação, e cheio de provocações e xingamentos ou piadinhas. Bem melhor do que babação, é viver nessa guerrinha de farpas carinhosa! E eu estou louca em busca de um Miguel na minha vida, mas descobri que tenho vários pedaços de Miguelitos espalhados entre meus amigos. Tenho um que me incentiva e não me permite fazer corpo mole, que é o mesmo que se orgulha e torce! Tenho aquele mais bagunceiro, mais engraçado, mais doido e despojado… Enfim!!! E, acredite, eu tenho alguém que me lembra muito o Jorge!!!! Rsrsrsrsrs… A única diferença, é que nenhum eu tenho relacionamento amoroso de homem e mulher, e ainda não sairam na porrada por mim!!! Bom, eu também não sou nenhuma Alinne Morais e nem moro no Leblon… Então, né?! Abafa!!!

Algumas coisas são meio surreais; como a rapidez que ela está progredindo, mas é perdoado porque trata-se de uma novela e a novela tem que andar e coisa e tal! Normal. Só não vou aceitar se a Luciana voltar andar!!! É muito raro ver casos como esses terem cura assim. Espero que a Luciana termine cadeirante, seguindo a vida e que a messagem seja justamente essa, de que dá pra ser feliz assim e que essas fatalidades podem acontecer na vida de qualquer um.

Acho que poderiam dar um pouco mais de enfase na arquitetura, na acessibilidade. Poderiam mostrar que as calçadas com ladrilho balançam demais e tiram o deficiente da posição na cadeira. Escorrega, sabe?! Também pode mostrar as guias rebaixadas, as rampas, os lugares públicos com e sem acessibilidade. Por um lado, eu estava torcendo pra Luciana ficar com o Jorge; fazê-lo perder essa insegurança toda e quem sabe estimular o cara defender a causa da Arquitetura Acessível, já que ele é arquiteto e teria contato direto com a esposa cadeirante.

No mais é isso aí!

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Ah! Indico o blog da @acessibilidade que tem coisas interessantes sobre arquitetura acessível : http://thaisfrota.wordpress.com/

Da luta eu (às vezes) me retiro!

domingo, janeiro 10th, 2010

Com essa moda de twitter, a gente fica lendo e bombardeando opiniões. E daí um bucado de coisas que vou lendo vão dando uma vontade imensa de postar um texto maior do que 140 caracteres, e então quando acho válido eu corro pra cá.

Como gosto de cultura e principalmente de música, o que mais rola no meu twitter são assuntos ao redor disso; da música livre e da cultura livre. Leio tudo sempre com muita atenção e busco inclusive acessar os links, pensar no assunto e tudo mais. Muitas vezes retwitto, porque acho válido que as coisas sejam visíveis. Quem tiver interesse olha e pronto, senão é só passar pro próximo.

Nem sempre isso significa que eu apoio a tudo de olhos fechados, sem sequer questionar. Não acho bacana a idéia de abraçar ideais só porque “tá na moda” ou seja lá qual for a influência. Mas também não acho que seja errado repassar algumas coisas que você ache interessante o debate.

Nunca tive muita facilidade para o radicalismo e nem para abraçar as causas. Sou péssima em convencer as pessoas, morro de preguiça em defender uma causa, e geralmente não faço questão que ninguém concorde comigo. Tudo isso me faz ser uma fracassada na defesa do que quer que seja!

Eu não sou a favor de Cds custando “os olhos da cara”, mas também acredito que os artistas devem ser reconhecidos sim por suas obras. Acho que é justo determinadas coisas serem acessíveis à população através do download livre. É uma questão de livre acesso mesmo, das pessoas terem oportunidade e liberdade de construir seu conhecimento. Mas acho sim que o radicalismo é intenso, perigoso, e até insano!

Acredito que pra tudo deve haver um debate, um estudo até que se chegue a uma conclusão justa e que não deixe nenhum dos lados perdendo. Isso é a ética, chegar em um ponto que seja bom para todos. Eu gosto muito do sistema da Trama Virtual que oferece download gratuito e ao mesmo tempo recompensa o artista de acordo com o número de download.

Acho a luta válida, e obviamente sairia ganhando tendo a liberdade de puxar quantas e quais músicas eu quisesse. Poder ouvir um CD e se acha-lo uma merda simplesmente deleta-lo ao invés de chorar o meu dinheirinho mal gasto.

Mas lutas no geral me assustam, existe muito oportunismo. É muito assustador e confuso ver o radicalismo das pessoas em relação à tais causas. Não sei até onde rola esse oportunismo, até onde vira chatice, lavagem cerebral e coisa e tal! Tem que tomar muito cuidado quando se que defender alguma causa, porque dependendo da abordagem a coisa vira um ruído, algo que as pessoas escutam, leem, mas não absorvem, como uma propaganda eleitoral, por exemplo. Acho que quando a pessoa começa se pautar apenas por determinado assunto, perde o valor porque aí já não rola muita imparcialidade.

Talvez por isso eu tenha certo preconceito a religião, vegetarianismo, feminismo e coisas do tipo. Além de ter as minhas opiniões pessoais em relação a esses assuntos, parece que as pessoas ficam focadas demais no assunto e não conseguem debater mais nada! Vira fixação!!! Mas de certo modo acho bom que tenham pessoas aí pra defender temas de religião, vegetarianismo, natureza, etc, assim o mundo não fica totalmente acomodado com tudo, existe sempre uma legião de desacomodados por aí pra suprir o comodismo e dar umas remexidas com nossas consciências.

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sábado, novembro 28th, 2009

Sinceramente? Não sei de fato o que está acontecendo, nem sei como posso explicar tudo isso. As coisas andam dando tão certo, mas tão errado. Talvez, o pouco que que está dando “errado” é muito mais relevante que o “certo” que está rolando.

Sei, talvez eu esteja sendo tão injusta! Mas sabe, é mais forte que eu, que a razão, que toda essa minha consciência de tudo que rola no meu redor. Acaba que uma dor incontrolável invade meu peito, me joga em um vão e eu não crio forças pra levantar. Eu sei, não precisa dar sermão! Eu tô assim, e não gosto de estar!!!!

No fim das contas, uma migalha de atitude, de sentimento, de seja lá o que for, é capaz de transformar um todo. As coisas estão ficando cinza, por mais que eu amanheça e abra todas as portas e janelas em busca do azul, é o cinza que tenho visto.

O que está havendo? Onde foi que o vento fez a curva? Como a gente faz pra todo aquele céu azul voltar?! É só isso que me pergunto da hora que acordo até a hora que pego no sono!

Porque importa tanto?
Porque depende tanto?
Porque não vem?
Porque não flui?
Porque a coisa empaca e não desata esse nó?

Ai meu Deus, seja lá quem você for; dá um jeito nisso vai!!!! Tira esse nó do peito, ou faz a coisa acontecer, hein?!

Carta aberta

quarta-feira, novembro 11th, 2009

Oi…

Estou escrevendo, porque eu preciso te falar umas coisas. Eu sempre preciso, não é mesmo?! Minhas palavras são intermináveis e os meus pensamentos são intensos, e os sentimentos inconstantes. Cansei de te cansar. Cansei de te entupir de palavras minhas, que a mim dizem tanto (e tem sempre um tanto a dizer) e pra ti, nem sei. Dessa vez resolvi fazer uma carta aberta, e parar também com essa coisa de escrever e apagar ou passar a noite pensando em coisas que eu gostaria de te falar.

Eu já me conheço bem, e por isso tenho tanto medo das coisas (principalmente as boas) que acontecem conosco. Eu te evitei o máximo, tentei até te tirar da minha vida. Na verdade, quase nem deixei você entrar. Mas você parece que insistiu, correu até meu encontro. Ou então eu estou louca, e me convenci de que você insistia. Veio tão forte, com uma vontade tão própria, me disse coisas que me dava medo! É, eu cheguei a chorar baixinho de tanto pavor que eu sentia das tuas doces palavras.

Você veio e tudo acabou mudando de uma forma tão diferente. Teu jeito, tuas formas de ser e de estar são tão peculiares, tão fascinantes que inebriam meus sentidos todos. Eu que tenho tanto medo, perdi. Soltei os nós, abri as portas e deixei que tudo viesse como tivesse de ser. Deixei rolar, como se dizem por aí.

Mas eu tenho tantas dúvidas, são tantos pensamentos, e eu os engulo com medo de parecer sabe-se lá o que. Luto contra minha intensidade diariamente, tantas vezes ganho e outras tantas eu perco. É que eu não sei ser metade. Eu sou inteira, completa, focada entende?! Tenho dificuldade de lidar com a distancia, e você é e está tão longe. É que eu tenho dificuldade de lidar com a perda, e eu te ganho e te perco com tanta frequencia. E eu não costumo permitir que as pessoas entrem no meu mundo, e você invadiu de tal forma que agora não vejo mais você fora dele.

Mas o que devo eu fazer se na verdade você dificilmente faz/fez/fará parte do meu mundo, aí de tão longe?! É dificil pra mim lidar com essa sua capacidade de estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

Te vejo ali, quero lhe tomar por inteiro. Mas nunca sei. Um momento tão cheio de carinho, outros tão cheio de vazio. Não quero atrapalhar sua vida, não quero lhe mostrar da saudade, não quero causar má impressão. Mas quero você, quero te saber, te cuidar, te aprender.

Quando te vejo é tudo tão bom, você faz tudo ficar tão bom e tão verdadeiro. Teu olhar me convence, me conforta, confirma tudo. Teus abraços, teus toques, teu riso. É tudo tão verdadeiro que me assusta. Me assusta pensar em não ter , me assusta pensar em não poder ter isso quando eu mais preciso.

Queria te dizer tantas coisas. Queria ser bem interpretada, queria mesmo é te ter mais perto.

Reivindicando um inverso

segunda-feira, setembro 21st, 2009

Lendo uma reportagem sobre o Estatuto de Igualdade Racial, me fez pensar novamente no que eu penso sobre tudo isso. Não sou lá uma pessoa a favor desse bando de leis que discrimina mais do que qualquer outra coisa. É uma putaria gigante e agora é lei pra pobre, pra rico, criança, jovem, velho. E eu não acho muito bacana não.

Nunca fui muito a favor desse lance de cotas pra pessoa negra. Acho que não é separando um pedaço do bolo pra eles, que vai torná-los iguais. Somos todos diferentes uns dos outros, com nossas dificuldades e facilidades. Não é a cor da pele que classifica isso. Proteção, pra mim é uma forma clara de preconceito.

Eu mesma sou deficiente e confesso que não sou a favor de muita regalia desnecessária que o deficiente acaba tendo. No fim das contas, eu acabo aderindo mesmo, pra sair na vantagem sim. Mas esse é um papo pra novo post, o de hoje é sobre os negros e o tal do Estatuto Racial.

Acho que ao invés de lei de cotas, de proteções e de obrigar empresas a terem números X de negros, etc, o que precisa mesmo é que a lei proíba apenas a discriminação; independente de cor e raça. É preciso dar os devidos méritos a quem os tem, e assim o País seria feito de gente competente, independente da raça.

Estudei em um colégio de Freira e lá você precisava ser aceito, pra poder estudar. Não se via negro, daqueles pretos mesmo, o que era visto no máximo eram pessoas um pouco mais escuras, e mesmo assim a minoria. Nesse caso sim. Acho absurdo, a pessoa ser recusada a fazer matricula em determinada escola por causa da cor de pele.

Nesse Estatuto Racial, fala sobre a proibição de o empregador exigir boa aparência e foto no currículo. Mas daí, eu acho que isso deveria se expandir pra diversos outros casos; como gordos, magros, altos, baixos, def físico, etc. Assim como a maioria dos tópicos do Estatuto Racial, cabe não só para os negros, mas sim pra um geral da população. Devemos respeitar e ser respeitados.

Talvez eu seja um pouco errada, não sei, mas sou bastante contra em relação a esses lances de levantar bandeiras e criação de tantas leis. Ao invés de ficar criando Estatutos que acabam “preconceituando” ainda mais a coisa, e ainda por cima não sendo levadas a sério, as pessoas deveriam ser mais livres de leis e mais responsáveis pelos próprios atos. Respeite pra ser respeitado, é essa a única lei infalível, a meu ver.

Monólogo…

segunda-feira, julho 27th, 2009

- Ah não! Você novamente?!
- Porque novamente? Eu sempre estou aqui, sou você!
- Sei, mas eu estava em paz, me deixa vai… tchau e até nunca!
- Porque você não fala logo tudo que quer? Fala!
- Eu disse tchau, você viu? Não falo porque não tem o que falar, simples!
- Tem sim…
- Não tem, sério!
- Tem e você sabe disso… Fica noites e noites falando sozinha….
- Tipo agora?
- É, tipo agora… Fala boba, chama um desses amigos e fala tudo!
- Tudo o que? O tudo é nada… nada disso é… eu crio… Além do mais…
- Você cansou de confiar e ou de conversar com as pessoas…
- Tchau!!!
- É normal a introspecção… mas tem que jogar pra fora as vezes…
- tá…
- Se fechar do mundo não vai resolver…
- Não estou fechada! Estou aberta e disposta!
- E com coisas aí dentro…
- Cansei de desabafar… a vida é mais! Quero sorrir, ser boa companhia!
- Quem disse que deixará de ser?
- Ah, sempre de mimimi
- Engano seu, as vezes nem é mimimi e você esconde… tá com medo de dar amor!
- Virou analista?
- E não é verdade? Pare de se proteger, seja você e pronto!
- Mas estou sendo…
- Tudo demasiadamente é prejudicial, uma hora esses pensamentos vão fermentar e causar estrago
- Mas por hora tá bom, juro!
- Acredite em quem sabe das coisas… tá chegando o momento… não deixe passar a hora certa. E depois, reclamar….
- Tá chegando? Não chegou. Me avise quando chegar…
- Tô avisando, oras!
- É? Vou tentar… mas não sai nada, soa inútil…
- Faz uma força, mete o dedo na garganta! Mas faça…
- Vou tentar…
- Eu avisei. Tchau!
- Finalmente!

Tão perto, e tão longe…

sábado, maio 2nd, 2009

Talvez esse texto saia um pouco contraditório quanto às minhas atitudes e principalmente minha profissão. Não sei o que sairá, mas sei um bucado de coisas que andam passando na minha cabeça e que precisam ser colocadas pra fora.

Ontem antes de desligar o computador, parei durante uns três ou cinco minutos e fiquei olhando a tela.

De um lado haviam três MSNs ligados; porque eu cismei de fazer um pra agrupar todas as pessoas e outro meio “secreto” pra aparecer apenas pra quem me convém. E, não satisfeita em separar pessoas por “categoria”, eu separo também por MSN, galera X no MSN X e galera Y no MSN Y. É o cúmulo da loucura, mas é assim que é por aqui.

Ao lado dos três MSNs ainda tenho o Skype, que além de conversar por texto e por voz, ele ainda possibilita de mandar torpedos e fazer ligações externas. É bom deixar sempre ligado, pra responder um torpedo e outro e para quem sabe; fazer alguma ligação.

Ainda entre o Skype e o relógio da barra de ferramentas do Windows, está o ícone do Gtalk, um sistema de bate papo fornecido pelo Gmail. É leve, fácil e muito mais eficaz pra quem trabalha em empresa que bloqueia qualquer tipo de bate-papo. Gtalk é acoplado no e-mail do Gmail, logo se a empresa não pode impedir que o funcionário utilize e-mail, também não tem como impedir o Gtalk. Uso-o por isso mesmo, pra manter contato com a galera que está em serviço.

Abro meu navegador e ali estão divididos em abas, porque agora todos navegadores têm abas para que possamos realmente fazer tudo ao mesmo tempo, na seguinte ordem: E-mails, Orkut, Twitter, Blip, meu blog e enfim os sites “interessantes” que costumo acessar pra manter-me atualizada sobre as notícias do Brasil e do Mundo.

E é assim, uma atualizada no Orkut a cada 10 minutos pra verificar o guestbook, as comunidades e as pessoas online. Hoje em dia participo de poucas comunidades, mas sou ativa nas que participo. Já nem respondo tão rápido os scraps, e raramente os mando espontaneamente. Das comunidades eu gosto, é interessante acompanhar as novidades e brincadeiras que rolam nelas. Devo confessar, tenho dois Orkuts e mais um Fake que eu negarei até a morte. Mantenho fotos, scraps e tudo mais que for possível, trancados e não tenho o menor pudor de não aceitar muitos convites de amizade no Orkut.

Sempre de olho nos e-mails, jogando 70% fora, mais os Spans, e lendo e respondendo os outros 30%. Bom, respondendo naquelas, eu nunca deixo de responder, mas raramente sinto vontade de responder imediatamente. Mais da metade do que vem é propaganda, nem leio. Deleto tudo e ponto.

O twitter é uma ferramenta genial pra quem precisa fazer publicidade e, ou, até para troca de notícias mesmo. É a forma mais imediata de se espalhar uma novidade. A coisa é antiga, mas vem bombando como se fosse novidade. Conheço pessoas super chatas que acabaram se entregando ao vício da twittagem e chega a dar mais de 20 twittadas por dia. É assim mesmo, cada movimento é uma twittada. Uma música, uma notícia, um pensamento, uma divulgação; tudo vira motivo. O bom é que dá pra escrever pelo celular, e aí é que o povo vai que vai mesmo. Eu particularmente AMO, com o twitter facilitou 75% de ficar por dentro dos eventos culturais que rolam por aí. De cinema a show. De teatro a sarau. Tudo isso eu recebo imediatamente através do meu twitter.

Já o blip só é bom porque toca música. Aliás, é bom porque toca música e é associado com o Twitter, senão acho que teria ainda menos acesso do que tem hoje. Eu gosto, é interessante pra conhecer músicas talvez “novas” pra mim. Você pode ouvir o que as pessoas “blipam” e aí conhecer coisas novas ou contemplar músicas em comum.

Escrevo em blog desde 2001, eu acho, e de lá pra cá muita coisa já mudou. Já tive a fase adolescente de usar o blog como um pequeno diário e escrever detalhadamente cada dia meu, com direito a fotos, recadinhos e tudo igual como aquelas agendas que menina costuma ter quando é jovem. Depois passei a ser mais subjetiva, e deixar os meus textos e meus “arranhões” poéticos, para os bons entendedores. Depois decidi que por mais subjetividade que existisse, haviam sido expostas coisas que deveriam ser guardadas somente comigo, passei então a postar apenas coisas que julgo plausível; como um comentário de um show, uma banda, um filme, peça ou até mesmo algo que eu ache interessante dividir. Para os desabafos internos, tenho ainda um blog sim, pois as palavras e os pensamentos me sufocam, mas esse blog é secreto e só eu tenho acesso total a ele. Fica então “Tudo aquilo que, de certa forma, me convém falar” e o “Tudo aquilo que, de certa forma, NÃO me convém falar.”

Analisando toda essa cena, vi ainda o meu celular Nextel pousado na mesinha ao lado da tela do computador. Estava ali quietinho carregando, bem perto de mim.

E o que me fez pensar, é que com tanta comunicação ainda consigo sentir um infinito vazio dentro do meu peito. É como uma saudade insaciável. E é engraçado você ter infinitas formas de “matar” essa “saudade”, de manter contato com as pessoas, e no fim, não manter esse contato. A pessoa fica ali, do outro lado da tela durante um tempão que você está no computador e mesmo assim é possível sentir uma distância e um silêncio profundo. E o que fica é a falta da presença física, do contato visual, do cheiro, do toque.

Quanto mais tecnologia na comunicação e mais formas de globalização, o que vejo são apenas pessoas se distanciando cada vez mais umas das outras. Não existe mais uma conversa de fato aproximada, o que se vê são mensagens curtas e aleatórias, jogadas ao léu pra quem quiser pegar.

E nessa coisa toda, às vezes, eu me sinto uma pessoa só. Ali, encolhida no cantinho da sala esperando, quem sabe, alguém que seja real e venha me dar um abraço, as mãos ou apenas um olhar sinceramente fraterno.

(…)

sábado, janeiro 31st, 2009

Estou aqui no Rio de Janeiro, ja que eu vim porque minha irma vai casar em abril e ai precisamos vir dar um help aqui pra ela com escolha de decoracoes, comidas, vestido, etc. Esta sendo super gostoso participar desses momentos com ela e de ver que isso tambem eh muito bom pra ela, sabe? Confesso que eu achei que ficaria toda romantica querendo casar, mas na verdade nao senti nada disso. Sei la, acho que estou leve e nao estou gostando de ninguem o suficiente pra querer me casar. Ou talvez eu nao seja mesmo romantica o bastante para essas coisas.

Isso acabou me fazendo pensar um pouco sobre esse assunto. hehehe

Apesar de ser uma pessoa de grande amor, de ouvir musicas e momentos que marcam esse amor. Eu nao me considero uma pessoa romantica e acho que nem teria muita paciencia pra essas coisas.

Pra comecar, nao gosto de buques de flores e muito menos caixa de bombom, ursinho ou qualquer outra coisa “fofa“. Nao curto muito essas coisinhas meiguinhas e fofinhas, vindo do homem isso pra mim se torna ainda mais patetico. Pra me conquistar o cara ganharia mais sendo criativo, com senso de humor e ligado em simbologias. Outra coisa que perde muitos pontos comigo eh demonstracao publica de afeto, ridiculo!

Sou apaixonada por musicos; ja gostei de guitarrista, baterista e agora de baixista. Mas se tem uma coisa pavorosa, eh o cara dedicar a musica pra mim em publico. Vou ficar toda boba se estivermos a sos, em um contexto que nos sabemos, e o cara tocar a musica pra mim. Mas essa de dedicar em publico me envergonha e eu acho super tosco, perco tesao total. Basta apenas um olhar cumplice, que eu saberei que a musica eh pra mim sem precisar anunciar aos quatro ventos!

Tambem nao deveria ser esperado de mim uma relacao de carinhos, abracinhos e beijinhos em publico. Eu ate gosto de carinhos e tudo, mas ja foi comprovado mais de uma vez que isso feito em publico eh involuntariamente repelido. Nao sei porque isso acontece, eh uma mistura muito louca que passa dentro de mim que eu ate “gosto”, mas rejeito.

Nao sei viver esse momentos romanticos e aquela cara patetica que as pessoas vivem quando estao juntas. Tenho a impressao que eu e meu marido perfeito viveriamos um tirando onda na cara do outro, e nossas “surpresas romanticas” mais pareceriam com armadilhas do que com outra coisa. Nao existiria diminutivos nos apelidos e sim xingamentos carinhosos.

Homem bonito, sexy e gostosao nao me da tesao nenhum. O cara tem que ser sexy sem querer ser, e ter um corpo normal e um tamanho mediano. Se nao for assim nao me atrai, nao parece homem sabe? Soa como algo sei la, intocavel, meio bizarro. Tambem nao curto homem catalogado, ele tem que ser ele, e versatile. Uma calca jeans e uma blusa esta otimo.

Alias fantasia sexual com bombeiro, policia, marinheiro, mecanico, surfista? Nada disso!! Eu morreria de rir e cortaria o clima na hora!! Fazer climinha, etc? Nao perca tempo!! Pra me agradar?

Descubra!

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