Archive for the 'Desabafo' Category

Achei!

sábado, agosto 21st, 2010

E às vezes, no meio de uma madrugada despretensiosa, a gente se olha e olha ao nosso redor e descobre que estamos no ponto certo. Descobrimos que estamos ali no momento e do jeito que gostaríamos de estar. Não é algo externo, as coisas não estão assim tão boas não. É algo para com a gente, o famoso descobrimento interno. Aquele “plim” de que estamos fazendo o nosso personagem favorito! De repente de estranha, eu passei a ser minha maior conhecedora! Acho que são os trinta anos que nos dão certa firmeza de ser e estar! Aprendi a lidar comigo, parei de me atrapalhar nos sentimentos e nas palavras, achei minha estação. Nem sei se isso muda conforme o tempo, se passa, se é passageiro ou se é daqui em diante! Olha, repito, não é dizer que as coisas estão boas não, viu? Pelo contrário; eu ando em um momento complicadíssimo,  que envolve uma falsa esperança de me mudar, as decepções em relação a amizades, a saudade profunda de uma pessoa especial, a quase-ausência de uma outra pessoa muito importante pra mim, o falecimento brutal de uma prima, a falta dos meus irmãos  por perto e coisas e coisas e mais coisas! Mas, independente de tudo, sinto minha alma encaixada no meu corpo. Sinto que hoje sou quem eu desenhei. Hoje eu sou minha maior cúmplice!

E de repente!

quinta-feira, julho 22nd, 2010

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais, morrem cada vez com mais facilidade. Morrem todo dia, toda hora, de todas as maneiras possíveis e inimaginarias! E a morte dói. Seja ela qual for. Dói ver a morte, mesmo quando é a prima de uma amiga sua, o filho da atriz, a mãe de um colega seu ou a gatinha de alguém que você gosta muito. E a morte não tem volta, não tem consolo, não tem palavras. Apaga-se uma luz, fecha-se uma porta, termina-se mais um conto.

E de repente; a morte.

E as pessoas e animais morrem assim; subitamente. Morre inesperadamente, nos deixando sempre perplexos. E mesmo sendo a única certeza que temos da vida, ainda sim é a coisa que mais nos surpreende. Uma das únicas coisas que nos fazem frear de repente. Morre a criança de quatro anos, que não viveu pra expor suas idéias e ideais. Morre o jovem no auge da adolescência, sem nem tempo de se transformar em alguma, sabe-se lá no que! Morre a mulher com metade da vida já vivida, com filhos, netos e amigos. E morre aquele nosso animalzinho de estimação, que nos consola sempre nas horas que mais precisamos (mesmo às vezes a gente nem sabendo).

E de repente; a vida.

E no dia seguinte a luz do dia reascende, as pessoas caminham pelas ruas, o comércio, as portas e janelas se abrem novamente. E a vida continua até que no próximo semáforo, escorregão ou suspiro ela dê mais uma freada brusca e a gente se surpreenda tudo novamente. E assim quantas vezes forem preciso.

Esse texto é pra banalidade da vida e da morte. Acontece diariamente, mas seqüencialmente rolaram quatro que me frearam a vida. Meu carinho à @Prixila, à @Cissa_Guimaraes, à Fabi (Ravi) e ao @Fanitelli…que meu carinho afague vocês!

O Ex

sábado, julho 17th, 2010

A gente nunca namorou, mas você é o meu ex. Por todo o sentimento que um dia eu tive, por todos os sonhos e planos e dedicação que um dia foram voltados à você. Meu ex antes de ter sido, o ex que só deu certo por nunca ter sido “o atual”.

E quando a gente se esbarra é sempre aquela coisa de quem se conhece mais do que parece, e que hoje sabe administrar só a parte boa de uma relação findada, antes mesmo de partir ao meio. E a gente se abraça, se curte e se sorri, com um leve ar de passado bem resolvido.

Toda vez que te vejo, sinto aquela sensação de amizade-pós-termino-de-relação. E toda vez sinto aquele alívio de quem finalmente nota que nós funcionamos bem, exatamente assim. Aquela conclusão de que a gente nunca teria dado certo juntos, e que nosso “junto” é assim, meio separado mesmo.

Leia ouvindo: Cool – Gwen Stefani

Você #1254280

segunda-feira, junho 28th, 2010

E daí que tá pra nascer alguém que chegue aos seus pés! Eu viajo o mundo, conheço as mais belas paisagens, abraço Deuses, bebo do prazer, vejo cores, flores, sinto cheiros, toco o infinito, tenho dias azuis. Mas daí vem você e eu percebo onde verdadeiramente está o meu paraiso.

Se eu… andasse…

quarta-feira, junho 2nd, 2010

Ah, se eu andasse eu me matricularia em todas as escolas de dança possíveis. Aprenderia vários estilos de dança. Um bem diferente do outro. Aliás, se eu andasse eu pegaria o carro e subiria a Serra até São Paulo. De madrugada. Andaria de carro por todas aquelas ruas e avenidas daquela cidade que não dorme. Como eu. E se eu andasse eu sentaria a bunda na areia da praia às cinco e trinta da tarde. Ficaria sentada vendo o dia terminar. Intacta. Se eu andasse eu aprenderia a tocar algum instrumento musical. Não seria violão. Eu começaria com bateria e provavelmente tentaria algum outro mais exótico também. Ah!!! Se eu andasse, nos meus dias de TPM eu dormiria debaixo da cama. E ninguém nunca saberia disso. Se eu andasse eu preferiria o chão ao sofá. Se eu andasse eu iria em shows sozinha. Porque eu preferiria mesmo. Se eu andasse eu iria tomar uma cerveja sozinha, em plena terça-feira, e ninguém saberia onde eu estaria. Se eu andasse eu daria muito mais abraços. Se eu andasse eu entraria no primeiro ônibus da rodoviária e partiria sem rumo. Se eu andasse eu moraria no Rio de Janeiro. Se eu andasse eu não lamentaria a saudade, eu mataria todas elas. Olha, se eu andasse eu faria jantarzinhos gostosos e convidaria meus amigos para degustarem. Se eu andasse eu escreveria carta e as botaria no correio. Se eu andasse eu fotografaria todas as horas bonitas do dia. Se eu andasse eu gastaria uma parte do meu dia customizando meu quarto. Se eu andasse eu não sentiria sua ausência. Se eu andasse eu mostraria melhor às pessoas e à você, quem eu realmente sou. Se eu andasse eu faria piercing na sobrancelha e outro na língua. Seu eu andasse eu faria mais cursos. E se eu andasse eu iria em mais palestras. Se eu andasse eu iria mais à luta. Se eu andasse eu não faria “revolução de sofá”. Como um amigo teima em lembrar. Se eu andasse eu só seria mais um pouco de mim. Se eu andasse eu não pediria nada, eu iria buscar.

o óbvio

quinta-feira, maio 27th, 2010

O que você lê não é o que escrevo
O que escrevo não é o que penso
O que penso não é o que sinto

Nem sempre o que sinto, é verdade!

Lá, no paraíso dela…

sexta-feira, abril 30th, 2010

E lá ela se sentia livre de todas as neuras, e bichinhos, e todo aquele azedo que ficava dentro dela. Finalmente, lá, ela parou de tomar aquelas bolinhas que calavam o dragão de dentro dela. E lá ela tinha mais voz ativa, segurança e parecia que o mundo dela ficava muito mais colorido. Se ela pudesse, ficava lá pra sempre, longe de todos aqueles medos e todas aquelas inseguranças que já estavam dando no saco dela há muito tempo. E, um dia desses, ela simplesmente arrumou as malas e partiu rumo àquele lugar que fazia tão bem pra ela e pra todo o corpo dela. Deixou nenhum recado e nem aviso prévio, foi como quem saía fugida. Porque no fundo, era isso que ela precisava se dar de presente de aniversário antecipado; uma fuga de todo aquele turbilhão que se instalou na vida dela de um dia para o outro. Lá ela viu o mar, o céu azul, ficou mais perto de Cristo, sorriu sorrisos sinceros e ainda por cima encontrou com a música e o abraço do moço que a fazia sentir menina. Menina, que ela já deixou de ser já tem um bom tempo. Menina que ela deixará de ser novamente daqui alguns poucos dias. Ela foi e viveu tudo como quem se lambuza de brigadeiro de panela. Viveu tudo sabendo exatamente o que e como estava vivendo. Comeu bala, bolacha, Toddynho e ganhou o melhor abraço do mundo. E aí ela voltou, com a sensação de conquista, com as palavras saltando do coração para o papel, como já não acontecia tinha um tempo. E essa ausência de palavras, era mais uma das coisas que estavam naquele tal turbilhão; e que machucava tanto o seu coração.

Meu cérebro eletrônico

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Esses dias estava vendo como é engraçado o comportamento humano. A gente é tão cheio de peculiaridades, tão indefinido. Podemos agir de diferentes formas em momentos tão parecidos, é engraçado isso, não somos robôs, animais adestrados e não temos cenas ensaiadas! Que bom!

Um amigo meu sempre pega no meu pé sobre meu lado feminino que eu odeio tanto! Detesto ser mulher e ter todas essas frescurites meio “emo” que a maioria das mulheres possuem. Esse negócio de dramatizar toda uma situação e de ter ataques de boberinhas e orgulhinhos e pensamentos! Coisas tão cretinas!! E no fim das contas a gente baixa a cabeça porque aquele amigo filho da puta tem toda razão! Tá bom, eu sou mulher porra!!!

Mas eu prefiro mesmo são meus ataques de praticidade! Quando as coisas são como são e eu sou o que sou sem fazer cú doce ou melar a calcinha! É tão mais fácil, mais óbvio e tão menos dolorido! Dá pra ser assim sempre? Até nos dias daquela tpm maldita que te faz chorar a madrugada inteira porque aquele cara sumiu (nem tão sumido assim) ou porque tu perguntou o signo pra uma pessoa e a pessoa disse “que diferença faz?”.

Quero ser prática! Assim, meio menininho e de coração duro! Quero ouvir as conversas alheias e não comparar comigo, quero dar conselhos objetivos, direto. Dá pra perder a necessidade de dizer do amor que sinto? Dá pra ter assim, muuuuuuuita segurança?

Quantas lágrimas seriam economizadas, quantas dores de estomago seriam sanadas e quanta falta de apetite deixariam de existir. Só basta ter fé nas pessoas, nas coisas, na vida e principalmente em mim. Quero ter fé sempre, em tudo!

Eu quero amanhecer assim todo dia, com o céu azul e com toda a segurança do mundo!!!

Mas as vezes meus lados se conflituam. Eu já disse que sou uma atrapalhada com meus sentimentos? Eu inverto sempre a hora do abraço com o coice, e sempre sou doce na hora que deveria ser um tanto azeda!

Essa mania de querer ser menino, de coração duro e frio me transforma em uma atiradora sem controle. Ai, sempre dou empurrão em quem vem com afago, sempre acabo sendo aspera nas horas erradas. Tento me corrigir incansavelmente, mas tem dias que sai assim; sem perceber. Já perdi momentos maravilhosos por ser assim, meio “agridoce” como diz um colega, ou “so bitter and so sweet” como diz uma grande amiga.

Eu quero mesmo é meu manual de instruções, alguém viu por aí? Quero me mandar pro conserto, tentar dar uma ajustada nos fios de humor. Como faz pra regular as atitudes? Quero dar abraço na hora do abraço e coice na hora do coice, tem jeito? Vou ligar na assistencia técnica! Preciso dar um upgrade nas coisas aqui por dentro, urgente!

Letter for U

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

Eu sinto tanta saudades suas, tanta vontade de te ver, te abraçar e olhar esses seus olhos grandes e tão cheios de coisas. Queria ouvir tua voz, dizendo qualquer uma dessas besteiras que você fala só pra me ver sorrindo e concordando ironicamente com você.

Eu sei, tá certo que somos do mundo e você mais ainda. Sei também, apesar de ser toda insegura, que distancia nenhuma é capaz de cortar laços. Inclusive, sei que de um dia pro outro você vem e me bagunça toda novamente!

Mas porque? Porque não dá pra ser quando eu quero ou talvez quando eu preciso?! Porque sempre sobra pra mim compreender as coisas e aceitar que é assim mesmo e coisa e tal?! Porque nunca é o outro lado que espera, que procura, que sente falta? Porque afinal, sempre tenho que te esperar viver pra quem sabe um dia a gente se ver?!

Sabe, eu quero tanto te ver, te ouvir, te abraçar forte, que vou esquecer que você existe! Tô decretando desistencia, pelo bem-estar da minha gastrite! Não dá mais pra esperar na janela quem talvez nunca chegue nem na minha esquina!!!!

E não me venha com promessas!!! Faça ou cale!! Não seja o brigadeiro diante de uma mulher de regime, estou fazendo dieta de ti!!!

Um beijo e até quando (você quiser)!!!!

Se eu puder falar com São Pedro…

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

Se eu pudesse fazer um pedido hoje; eu pediria a São Pedro uma trégua nessas chuvas. Pediria que deixasse o sol brilhar até o anoitecer, e desse um espaço pra lua também aparecer. Se eu tivesse oportunidade, eu falaria com São Pedro pra ter um pouco de piedade desse povo todo sofrendo com as enchentes, com as casas caindo e as estradas se partindo.

Ah, todo dia meu coração acorda apertado! Vejo um sol tão lindo no céu e logo vejo tudo se transformar em água, barulho e desgraça! Será que São Pedro não poderia deixar o pessoal passear por aí bronzeado? Tão bonito as pessoas todas coloridas, estampandos belos sorrisos. É nessa época que tudo soa liberdade, que as pessoas caminham por toda a cidade, felizes, conversando, comemorando, fazendo música, arte, e amizades!!

Se eu tivesse um canal direto, eu pedia a São Pedro que nos desse o direito de dormir em paz, acordar em paz e viver esse verão em paz. Eu diria a São Pedro que já caiu água o sufficient, já morreu gente mais que o suficiente, e a galera já perdeu coisa o suficiente. Se eu pudesse, eu pediria mesmo a São Pedro que parasse com essa molhaceira toda!!!

Mas como eu não tenho um contato direto com o “cara da água”, eu então rezo. Eu rezo para que tudo dê certo, pra que ninguém mais saia machucado e que essa chuvarada toda sirva apenas para lavarmos a alma!!!