1972
quinta-feira, julho 8th, 2010Outro dia eu vi o filme chamado 1972. E eu me identifiquei tanto com toda aquela história que, por mais que o filme seja simples e talvez até meio água com açúcar, ele acabou mexendo muitas coisas aqui dentro de mim.
O filme conta a história de uma jovem jornalista que sonha em escrever sobre música, eventos culturais e, principalmente fazer cobertura de shows. Não importava se era show grande ou de bairro, ela gostava mesmo era de poder escrever e viver disso. Mas se hoje em dia já é difícil viver do que se gosta, imagina então na década de 70.
Júlia, vivida por Dandara Guerra, passa por todos os caminhos normais que se passa para manter a vida financeira. Trabalha em um jornal de uma fábrica durante muito tempo, mas é despedida quando sugere uma coluna sobre cultura. Sua chefe lhe despede em um gesto de boa ação, jogando Júlia ao mundo para correr atrás de seus sonhos. Sem entender direito a atitude da chefe, Dandara arranja então emprego em uma loja, até acabar chegando em um jornal independente onde a temática é justamente a área cultural.
Paralelamente, existe um romance de pano de fundo. Dandara se apaixona por Snoop, um menino do subúrbio que sonha em montar uma banda e quem sabe um dia poder abrir um show para uma banda gringa. O cara tem talento pra compor, e tem amigos feras pra montar uma banda. O que falta sempre é grana e gente que aposte em seus sonhos.
Durante o filme é bastante falado sobre a censura e repressão. Os jovens meninos são obrigados a cortar o cabelo curtinho para frequentar o colégio. E quase sempre a polícia fazia batidas em portas de show perseguindo a turma mais alternativa.
É em uma dessas batidas que Júlia e Snoop se conhecem e no decorrer do filme além da evolução do romance dos dois e de toda aquela problemática típica de comédia romântica, o casal evolui cada um em sua área e no final das contas acabam se completando. Snoop vira um produtor conhecido internacionalmente, e Júlia finalmente consegue ter sua revista sobre música e cultura.
Achei o filme gostoso de se ver, e recomendaria pra que vejam assim… sem compromisso!